
Em algum nível você se mostrou disponível,
e isso aqueceu uma parte muito puramente virgem do meu coração
e eu enlouqueci com o fato de não mais conseguir enxergá-la no olhar
que foi se apagando de algum foco de uma incerta direção de dentro do seu coração.
Um clarão em que duas imensidões puderam reconhecer-se profundamente,
numa tempestade no meio da noite em alto mar,
a amplidão de espaço e poder do outro defronte ao outro
num momento de luz e claridade de duas grandes massas de energia,
mas que não se pode ficar
aceso para sempre, já que cegaria os olhares que não
suportassem ficar sem olhá-la fascinados,
nem por um instante sequer...
Francisco Vieira
10/10/10
3 comentários:
Fran, sempre surpreendendo, crescendo e conquistando a gente.
"Adorável", esse é você.
Bjs mil
Meri.
Lindo e tocante como sempre.
Muito obrigada pelo carinho na minha coluna no Papo de quinta, postarei lá todas as sextas!!!
Beijão
Edilene
http://devaneiopulsante.blogspot.com
www.papodequinta.com
"numa tempestade no meio da noite em alto mar,
a amplidão de espaço e poder do outro defronte ao outro"
Defronte ao poema, quase, cega-se realmente. O clarão, a tempestade, o poder do poema sobre o leitor... intenso...
André Gonçá
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