domingo, 20 de janeiro de 2008

Asinim

Já me acostumei com essa coisa de você dormir de dia e pensar de noite... tentei fazer a mesma coisa pra acompanhá-lo, e até nos encontramos em alguns pensamentos seus - pensamentos lácteos, transparentes, voláteis... ígneos... entre dosar normalidade e loucura, entre se achar e se perder - entre ser e não ser, a Natália preenche os espaços vazios. Aqui não há o que se perder, somos tão vazios quanto o vácuo que nos pariu, e sempre estaremos sós e só nele. Nem que durmamos juntos. Nem que façamos conchinha com nossos corpos, depois de um amor que não existiu, não se corporificou, não se estabeleceu - nem nos conhecemos ainda... no momento em que nos aproximamos é exatamente quando nos separamos. Atropele o Voight, este sim. Mate-o. Cumpra com a sua missão. Verdadeiramente, só existe prazer no assassinato, por isso mate um Voight por dia... encha assim seus dias de prazer... ridicularize a tristeza, traia a a loucura, use seu bisturi pra cortar... assim talvez possamos nos encontrar.

Francisco José
21/01/2008

Um comentário:

levam2 disse...

Eu dormindo sentada na mesa da cozinha, vc ouvindo Doors no quarto deitado no chão. 5h da manhã. Tchau Voight! Tchau Asinim!