segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Aquarela





Eu queria ser um cisne,
para em teu torso de lama singrar,
para mergulhar no teu mais fundo submundo,
te reconhecer assim inteiro
como quem assiste ao parto de um equino:
Misiáticum.

Explasnáuticum.
Espasmos ciliares das catarses mais dramáticas
da dança que dispensa o uso do corpo,
onde a alma encarna o corpo que controla.

Um peixextetulárium plana,
arvorizado e magenta, dentro do ocaso, espletindo,
consumindo um ar romantizado, rosa, doce, morango,
em cima do altar que é o ventre do seu companheiro.

Roselásticum Plenus se avivam, saindo de suas conchas,
se onde encantam pelas florestas tropicais em tons de azuis,
sendo vermelhas, se parecem lilases, da luz cobalto,
que às vezes escurece as paisagens por aqui...




Francisco Vieira
06/12/10

2 comentários:

André Gonçá disse...

esse poema é um falsário... ele nos apresenta uma leitura difícil, com os termos "espantadores de gentinha inútil" thank god... nos resta desvendá-lo... o que é exatamente em termos matemáticos; impossível. Mas dele emana as cores... sensuais... extremas... misturadas na distração de pintar um quadro "desatento"? forma-se assim uma aquarela, perfeita e reluzente, com as tintas e tons espaciais, sonoros, humanos... perfeitamente humanos...

Andréa Destefani disse...

Quem és tu guerreiro indolente que maneja tão poderosamente este teclado afiado? Gostei deveras, heheheheh
Beijos!